Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
A dor...

  

                 

    

"Todos podem controlar a dor

menos aquele que a sente"

(William Shakespear)

   

   

    

Dores não se partilham,

dores não se transmitem, não se trocam

e são difíceis de quantificar...

   

Mesmo quando queremos

é-nos difícil imaginar a dor dos outros.

Mesmo quando queremos

é-nos impossível sentir a dor dos outros.

Mesmo que pudéssemos

isso seria demasiado doloroso para uma pessoa só.

  

Porque ninguém escapa à dor.

(Mesmo que a sofra em silêncio)

Todos sofrem nalgum momento da vida.

(quando a vida não é, em si, um calvário)

   

Todos, nalgum momento, se sente impotentes

por verem a dor dos outros,

se sentem culpados por não os poderem aliviar.

Isso, esse sentimento de impotência, de culpa

torna-se mais doloroso que a dor em si...

   

Quantos pais não tomariam a dor dum filho?

Quantos amantes não tomariam a dor do amado?

Quantos amigos não tomariam a dor do companheiro?

Quantos de nós tomariamos a dor dum estranho?

    

Mas não podemos fazer isso...

Elas não se partilham,

elas não se transmitem, não se trocam

e são difíceis de quantificar...

 

Terão algum lado positivo? Claro...

(Haverá algo que não o tenha?)

Permitem-nos ver quando algo está mal,

no nosso corpo, na nossa alma ou em ambos.

A dor avisa-nos, alerta-nos, previne-nos...

Não é culpa sua se não nos precavemos.

  

Muitas vezes ficamos desesperados

por sentir algo, por sentir que estamos vivos...

Muitas vezes a dor é o único sentimento

que não nos é vedado...

Aí infringimos dor a nós mesmos,

porque sempre é melhor sentir dor

do que não sentir nada de todo.

     

  By Sophia

    

   

 

******

 

Reza foi o fotógrafo que, ao serviço da National Geographic, tirou esta foto incluída na reportagem "Combate pela alma do Paquistão" da edição de Setembro de 2007 da revista da Sociedade.

Najma, uma rapariga de 16 anos, senta-se ao lado da mãe na cama onde recentemente foi violada, acto intimidatório cometido por agentes dum poderoso barão feudal paquistanês que pretendem afastar a família da sua propriedade. A polícia rejeitou o caso, procedimento normal neste tipo de casos que envolvem grande magnatas nesta parte do Mundo. 

      

"De onde onde vem essa dor

se a causa não se vê...

Se não é por desamor,

então é uma dor de quê?

     (...)

Certo é ser a dor de quem

não se dá por satisfeito.

Não a mates, guarda-a bem...."


música: A tua pequena dor - cabeças no ar

publicado por **** às 14:41
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2 comentários:
De Ana M. a 15 de Setembro de 2007 às 21:26
está bonito... mas axo que nao podes falar de algo que nao sabes, qd vires dor verdadeira (quando eu vir tb) aí sentiremos mlhr o que acabas de escrever porque ate agora nao foram dores foram arranhões.


De Sophia (do Flip Side) a 18 de Setembro de 2007 às 21:46
Há coisas sobre as quais só devemos falar quando as sentimos, aliás às vezes é necessário conhecer a realidade até mesmo para ler textos sobre determinados temas.


Não me iludo... sei que nunca provei realmente a dor (a maioria das pessoas nunca a chega a sentir até à morte). Peço desculpa s n sou completamente objectiva. Simplesmente kdo vi a imagem vieram-m as ideias à cabeça e não resisti em escrever.
No entanto acabo por identificar-me mto com o texto k escrevi... principalmente com o final.

E que nunca nos venham grandes arranhões...


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