Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008
Desatenta
"Neste momento estou na aula de matemática, ouço a professora falar, ensinar, resolver problemas ou, a meu ver, a complicá-los. Não estou nem aí,não quero saber do que falam ao meu redor,

...

Peço desculpa, tive que passar o que estava escrito no quadro, não por querer, mas porque tem que ser. Pensando bem, nem sei porque me abstraí do meu mundo para voltar a este ao qual chamam de realidade. Não concordo, não quero concordar, não posso concordar. Porquê?! Porque isso desmotiva-me, consome-me as forças

...

Bolas! Aconteceu de novo, é mais forte que eu,mas porque ensiste o meu corpo em fazer algo que não compreendo??! Passamos a vida a fazer o que não queremos, mas isso não muda nada e muito menos o facto de não o compreendermos.
Não quero chatear ninguém, ninguém mesmo dá pela minha breve estadia aqui. Então porque ensiste a professora em olhar para mim como quem está afim de me repreender? Sei que é o seu trabalho... e será que ela compreende?

...

Isto não é mais que ridículo, um absurdo! Sinto-me uma ignorante, não percebo a matéria, nem a matéria nem nada!!
Falta quase meia-hora para soar o toque e isto está um tédio, olho á minha volta e estão todos com atenção menos...

...

eu.

...

Admito, tento estar sem atenção mas é muito dificil, a minha consciencia fal mais alto. É esse o meu problema! A minha consciencia fala sempre mais alto.

...

Não concordamos nem percebemos o que se passa neste mundo mas conformamo-nos com isso e esse, meus caros amigos, é o NOSSO problema!
Nosso sim, meros cidadãos. Não procuramos respostas para as nossas perguntas e conformamo-nos com isso.

...

Por agora despeço-me, estou farta de pensar. Confirma-se, matemática só serve para problematizar!
Até à vista amigos!"

by Lucya

Este texto foi escrito por mim no passado dia 14 numa aula de matemática.
No final da aula a professora chamou-me a atenção, disse que tinha passado a aula toda distraida e o que era afinal aquilo que eu escrevia, ao que eu respondi "parvoices" e "hoje estou estranha".
Estranha... será essa a palavra indicada? Ou a mais facil de dizer?

Um abraço***


publicado por **** às 17:13
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3 comentários:
De V.A.D. a 17 de Janeiro de 2008 às 02:36
Não podemos deixar de procurar as respostas de que precisamos. Não nos devemos deixar levar pela apatia que tende a inundar-nos, a entropia querendo prevalecer, a energia descendo ao ponto mínimo...
Há momentos em que somos capazes de nos ausentar do mundo, a estranheza da mente em divagações causando pasmo, a introspecção parecendo assíncrona em relação a todos quantos nos rodeiam...
É um exercício interessante, perceber essa capacidade e aprender a lidar com ela.
Desejo-te uma excelente noite!

Um beijo... :-)


De Ana M. a 17 de Janeiro de 2008 às 13:26
"Sinto-me uma ignorante, não percebo a matéria, nem a matéria nem nada!!"

Não te preocupes... Isso passa qd mudares para o próximo capitulo da matéria =P

Mas até que concordo ctg... principalmente na parte do faltar meia hora para tocar, não nos apetecer ouvir o que nos dizem e mesmo assim nos repreenderem. Se não estamos a incomodar ninguém... deixem-nos em paz!! "Não me macem por amor de Deus!" "Queriam-me fútil? O contrário disto / O contrário de qualquer coisa?" Azar!

Gostei =)


De Sophia (do Flip Side) a 18 de Janeiro de 2008 às 00:34
"Não concordo, não quero concordar, não posso concordar." - é espantosa a quantidade de coisas que fazemos por obrigação, mesmo não concordando com elas.
"Não concordamos nem percebemos o que se passa neste mundo mas conformamo-nos com isso " - não é só um problema, mas uma maneira de mantermos a relativa sanidade e de pouparmos energias que de outra maneira nos escapariam pelos dedos antes que nos déssemos conta. Pensar demais faz mal, é destrutivo, cansa-nos, mas é irresistível...

Quanto aos problemas com a intromissão de pensamentos no meio das aulas também os tenho, mas são de índole diferente. Quando me assaltam tenho equações igualadas a reflexões, sistemas de vários incógnitos assuntos, a melancolia a tender passivamente para mais infinito. A matemática e o consciente (e por vezes o inconsciente) coexistem pacificamente, enleando-se sem se confundirem, interessando-me ambos, mas deixando-me cansada.

O resultado da aula foi fantástico a nível da escrita, mas acho que a matemática vai ficar ciumenta...
Quantos aos dias em que estamos estranhos (é o adjectivo mais adequado para nos caracterizar quando todos os restantes parecem desertar sem qualquer aviso, não só o mais fácil), todos os temos. Aliás - "people are strange"

Beijos
e até á vista amiga


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