Domingo, 26 de Agosto de 2007
O Fim do Mundo...

  

  

         Empiricamente sabemos que tudo tem um princípio e um fim. Sendo assim a ideia do Apocalipse não seria tão disparatada, seria portanto lógico que este mundo também tenha tido um princípio e venha a ter um fim. A ideia é lógica, tem o seu qui pro quo de plausibilidade, mas as teorias são, a meu ver, hilariantes. Os seres humanos nunca poderiam ter um final natural como os outros seres, esses são filhos dum Deus Menos”! Os Dinossauros, essas bestas, tiveram direito a um grande exlposão vulcânica, a um impacto meteorítico, a uma era do gelo repentina... Nós somos.. nós somos especiais! Não sabemos bem,  mas temos direito a melhor! Algo digno dum filme Hollywoodesco, com muitos efeitos especiais, acção e a sua cota parte de dramatismo... Algo em grande.

Uma sugestão:

   

"Férteis terras serão transformadas em prisões. O sofrimento humano será como uma chuva sem fim.

Os homens estão caminhando para a catástrofe. Serão os menos capazes que levarão as rédeas. (...) a humanidade será esmagada pelo alvoroço dos loucos e dos malfeitores. A sabedoria será aprisionada. Serão o ignorante e o prepotente que ditarão a lei ao sábio e ao humilde. (...)”*

    

Seremos governados pelos “menos capazes”, pelos “loucos” e “malfeitores”... OK é compreensível: os nossos sábios governos será substituídos por aqueles que nos levarão à condenação, ao Fim. Lembraremos com saudade os lideres bravos e incorrompíveis de Agora... Mas há um problema... Onde estão os sábios e humildes? Não pergunto no Fim dos Tempos, mas agora? Conheço poucos (e em relação a muitos deles, senão todos, posso estar enganada). Eu própria não sei se preencherei algum dos requisitos, quanto mais ambos (embora haja alguma humildade em admitir isso.. ou será apenas falsa modéstia?). Duvido que o próprio Rasputine, místico russo autor desta previsão, tenha sido um exemplo de sabedoria e humildade (a menos que tenha sido privado do seu símbolo de masculinidade, segundo contam os rumores bastante avantajado, pelo facto de ser tão humilde que preferia não mostra nenhuma das qualidades).

Afinal como podemos ver quando é o início do fim do mundo? Já terá começado ou está a acabar? Ainda tem muito de piorar? Quando será o ponto e que devem os “humildes e sábios” fazer (onde quer que estejam)?

Ok... Ok... Estou a ser má, fatalista, pessimista... Não estamos assim tão mal e além disso o documento não acaba aqui, mais à frente ainda há mais algumas pistas para identificarmos o Fim do Mundo:

 

”(...) O ar que hoje entra em nossos pulmões para levar a vida, levará um dia a morte. E chegará o dia em que não haverá montanha nem colina; não haverá mar nem lago que não estejam envoltos pelo hálito fétido da Morte. E todos os homens respirarão a Morte, e morrerão por causa dos venenos suspensos no ar. (...) e as águas amargas infectarão os tempos como a cicuta, porque as águas amargas trarão tempos amargos."*

 

Será difícil distinguir-se entre o aumento da poluição e o Apocalipse, mas havemos de notar, haverá algo que mudará na nossa mente e teremos noção da gravidade da situação, haverá uma consciencialização geral e definitiva  como nunca até então a Humanidade terá presenciado. Será então tarde demais? Não tenho a certeza... o documento nada mais diz.

 

Mas afinal que conclusões podemos tirar? Proveitosas... só uma: eu preocupo-me em demasia, sou demasiado complicada e devia dar mais importância a assuntos com alguma componente prática! Sou uma mulher de Ciência! O Dia do Juízo Final ainda deve tardar, não deve assombrar a minha geração e visto que não faço questão de gerar uma grande prole, também não me tenho de preocupar muito com as vindouras. Realmente devo dar algum descanso às dendrites, axónios, corpos celulares e afins e deixar de me preocupar com o fim do mundo para me preocupar mais com o bem mais próximo fim das Férias.

  

By Sophia

  

*excertos das previsões de Grigorij Efiemovic Novikh (Rasputin), São Petersburgo, 1912

(a imagem é do filme Constantine)

  

“I tried so hard and got so far

But, in the end, it doesn’t even matter”


sintomo-nos: Apocalípticas
música: In The End – Linking Park

publicado por **** às 11:15
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