Domingo, 4 de Novembro de 2007
Matar o tempo...

        

 

 

"Quem mata o tempo não é assassino: é suicida"

 

(autor desconhecido)

 

Não suporto desperdícios de tempo, não gosto de estar sem fazer nada de produtivo, odeio quando me obrigam a parar, fico impaciente se não aproveito os tempos de espera...

Por isso tornei-me perita em arranjar tarefas para cumprir onde quer que esteja, em descobrir distrações, em trabalhar em todos os lados.

Resultado? Estou sempre ocupada e queixo-me orgulhosamente disso!

  

Não me tenho de preocupar com desperdícios de tempos livros porque os consumo até ao último segundo, sabendo que um dia não me será dado nem mais um segundo para desperdiçar.

 

Quem mata o tempo não é assassino e pode não ser suicida: é inconsciente!

 

 

By Sophia

  

     

"Time goes by so slowly for those who wait
No time to hesitate
Those who run seem to have all the fun"

   


música: Hung up - Madonna
tags: , ,

publicado por **** às 00:03
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007
Três boas razões...

 

 

Ontem na maravilhosa aula de Psicologia (está a ser utilizado um recurso estílistico.. vejam lá se adivinham qual é... ) foi-nos proposto que na possibilidade de a morte nos vir bater à porta e nos pedir três boas razões para não nos levar, apresentassemos estas três boas razões... de forma a não incluir expressões como  "os meus pais precisam muito de mim" .

 

Andei a pensar...

 

a pensar...

 

...

 

...

 

"Porque raio não há de ser a morte a dar-nos três boas razões para nos levar?!!"

"Ela não tem de te dar justificações..."

 

raios...

 

 

Pensei...

 

Pensei...

 

 

 

Tou a dar em doida de tanto pensar... Olha que gaita...  Leve-me logo!! Pronto...

 

Vou pensar... Quando tiver uma ideia (ou melhor três ideias) brilhante(s) aviso...

 

Até lá é bom que não me venham bater à porta!!


sintomo-nos: fundida...
música: Mundos Mudos - Da weasel
tags: ,

publicado por **** às 18:48
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
Tentação

     

    

"Posso resistir a tudo excepto à tentação"

(Oscar Wilde)

  

Ao contrário do senhor Wilde acho que posso resistir a tudo...

Tem tudo a ver com o nosso nível de auto-controlo,

com a capacidade que temos de comandar o nosso corpo,

com a faculdade de decidirmos o que queremos ou não.

 

Posso resistir a tudo...

até à tentação.

 

Mas será que quererei?

 

 

By Sophia

  

  

"I know I'm gonna die so my revenge is living well
Oh Lord, make me pure - but not yet"


música: Make Me Pure - Robbie Williams

publicado por **** às 00:03
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
A Ampulheta

     

                        

    

 

      Ninguém sabe qual a consequência e qual a causa mas,

            quando nascemos, alguém vira uma ampulheta ao contrário...

      

      Desde cedo que nos informam da sua existência, nos fazem pensar na areia que vai correndo, nos fazem temer a altura em que a gravidade a puche toda para baixo. Porém esta ampulheta está velada por um negro manto de aveludado segredo que se mantém impenetrável deste o início do nosso tempo. Pela sua silhueta cintada não podemos precisar quantos grãos de oiro levará, quanto tempo demorará a acabar a contagem, quantos grãos de areia ainda temos.

      Então tentamos levantar um pouco o pesado véu. Uns demoram-se mais tempo, outros menos, mas todos - quando lhes é dado esse tempo - acabam por se conformar...

      Não é que deixem de ouvir, sentir, pensar na ampulheta, o som do impacto dos grãos de areia cadentes ecoa na estrutura de vidro paulatinamente... Apenas se habituam, ignoram, se conformam com a constante presença.

   

      Imaginem que depois todos esses processos

             alguém destapa a ampulheta?

 

      Viver sabendo que vamos morrer?

             Não é fácil, mas todos o fazemos...

      Viver sabendo quando vamos morrer?

             É difícil, uma tortura, quase insuportável...

  

                  ... deixa-se de  viver antes de morrer.

 

    

                                                 By Sophia 

 

      

"Die, die we all pass away
But don't wear a frown cuz it's really okay
And you might try 'n' hide
And you might try 'n' pray
But we all end up the remains of the day"

  


música: The remains of the day (from 'Corpse Bride') - Danny Elfman

publicado por **** às 15:54
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
Cometas...

    

     

"When beggars die there are no comets seen;
The heavens themselves blaze forth the death of princes."

      

     Diz-se que uma vida humana não tem preço. Não tenho a certeza se será realmente assim, mas não tenho dúvida que há umas que valem mais que as outras.

     Não há igualdade na vida, desde que damos o primeiro berro nos braços do parteiro até a que o nosso último suspiro se dissolva no ar. Levamos toda a vida a tentar deixar uma marca antes de partirmos, mas na maior parte das vezes as pegadas na areia desaparecem mal a maré sobe e todo esse esforço foi em vão. Se bem que se tirarmos esse esforço da vida nada nela valha a pena.

     Lutamos por viver, lutámos por o que temos agora e lutamos pelo que há-de vir sem ter a certeza que realmente a morte nos concederá esse tempo. Somos tantos que a hipótese de fazermos a diferença é mínima e mesmo que a façamos ninguém notará. A cada instante morre uma pessoa, mas o mundo não pára, o mundo nem nota. Mesmo não sendo "pedintes" (se é que mendigar por um pouco de vida não nos tornará nuns), os meros mortais não tem direito a "cometas" nem quando nascem, nem quando vivem, nem quando morrem.

     Os céus podem resplandecer para alguns, mas não há aurora boreal que sempre dure... todos estamos condenados primeiro à morte e depois ao esquecimento, se bem que uns, por motivos bons ou maus, sejam lembrados por mais tempo pelos vivos.

     Há-de haver um dia que um dia que o próprio Júlio César, o "princípe" frase, e até o grande Shakespear, que a ele dedicou a peça da citação, serão esquecidos... se bem que seja mais provável que aquele em que todos se esquecerão de mim tarde menos.

 

    Enquanto espero por esse dia olho o céu, à procura nem eu sei bem de quê. Talvez espere um cometa...

                                   By Sophia

  

 

(esta é uma imagem do cometa McNaught, descoberto no ano passado, foi tirada na Nova Zelândia e está no site inglês da National Geographic)

  

"High up in the sky the little stars climb
Always reminding me that were apart (...)
Leaving me a song that will not die"


música: Stardust - Frank Sinatra

publicado por **** às 23:09
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007
Conversas entre Vivos e Mortos

        

                

      

Como seria se pudéssemos falar com os mortos?

 Que perguntas lhe faríamos nós e que conselhos nos dariam? Com que pretexto iríamos nós chamá-los à sua tumba, tocar-lhes no ombro (caso ainda o tivessem), arrancá-los do seu profundo sono? Com que justificação iriam eles interpor-se entre nós e a vida, sussurrar-nos um chamamento ao ouvido, impor-se neste mundo que deixou de ser deles?

Que maravilhas saberíamos? Que segredos nos revelariam? Quantas coisas perdidas seriam achadas? Quanto conhecimento morto ressuscitaria? Quanta nostalgia convidada seria expulsa?

 

Como seriam as Conversas entre mortos e vivos? Talvez assim...

 

(começa o morto)

“... é difícil a um vivo entender os mortos, Julgo que não será menos difícil a um morto entender os vivos, O morto tem a vantagem de já ter sido vivo, conhece todas as coisa deste e desse mundo, mas os vivos são incapazes de aprender a coisa fundamental e tirar proveito dela, Qual, Que se morre, Nós, vivos, sabemos que morreremos, Não sabem, ninguém sabe, como eu também não sabia quando vivi, o que nós sabemos, isso sim, é que os outros morrem, Para filosofia, parece-me insignificante, Claro que é insignificante, você nem sonha até que ponto tudo é insignificante visto do lado da morte, Mas eu estou do lado da vida, Então deve saber  que coisas, desse lado, são significantes, se as há, Estar vivo é significante,”*

 

(começa o vivo)

“...Um dia você escreveu Neófito, não há morte, Estava enganado, há morte, Di-lo agora porque está morto, Não digo-o porque  estive vivo, digo-o, sobretudo, porque nunca mais voltarei a estar vivo, se você é capaz de imaginar o que isso significa, não voltar a estar vivo...”*

Como seria maravilhoso, como o número de conversas possíveis se multiplicariam... Mas o que passaria a diferenciar vivos e mortos?

Quanto sábios voltariam para nos encaminhar e quantos criminosos para nos desencaminhar?

 

         Num Mundo assim muitas perguntas seriam respondidas, mas muitas novas surgiriam... Seria realmente um mundo melhor? Não sei... mas lá que venderia a minha alma por uma hora de conversa com uma mãe cheia de pessoas que actualmente estão separadas de mim pelo abismo da morte, venderia...

  

                   By Sophia

           

* Excertos do Livro 'O Ano da Morte de Ricardo Reis' de José Saramago

É parte duma conversa entre Ricardo Reis e Fernando Pessoa, o "vivo" e o morto

 

“The sure redeeming feature

From that little creature

Is that she’s alive.

Overrated… Overblown…

Everybody know that’s just a temporary state,

Which is cured very quickly when we meet our fate.”


música: Tears to Shed (from the movie ‘Corpse Bride’) – Danny Elfman

publicado por **** às 02:26
link do post | comentar | favorito

Sábado, 25 de Agosto de 2007
Psicologia Barata?

Aqui à dias enquanto procurava algo na televisão que merecesse a minha atenção demorei-me alguns minutos num determinado programa da manhã em que se abordava o famoso tema Madelain McCan e a problemática da morte explicada às crianças.

Segundo o psicólogo  convidado a idade a partir da qual as crianças devem acompanhar um enterro ou funeral situa-se nos 14 anos. Fiquei perplexa!! Mas que raio... Com 10 já se pode explicar às crianças o que é sexo mas não é “aconselhável” do ponto de vista psicológico deixar a criança acompanhar um enterro!

Discordo completamente deste profissional. Actualmente é tudo traumatizante para as crianças: se levam uma palmada com razão ficam traumatizados; se vão a um enterro ficam traumatizados; se vêem notícias na televisão de catástrofes naturais, desaparecimentos, etc ficam traumatizadas... É ridículo! A culpa é dos pais que não sabem desempenhar a sua função sem recorrer à opinião de psicólogos.

Em pequena levei muitas palmadas, todas com razão absoluta por parte dos meus pais e não morri, não estou traumatizada, sou uma rapariga completamente normal, não me drogo, tenho óptimas notas e uma vida invejada por muitos. Não sou menina mimada e se algum dia for mãe com certeza seguirei a educação dada pela minha mãe que felizmente se tem verificado dá melhores resultados que a aconselhada pelos psicólogos.

Fui pela primeira vez a um funeral com pouco mais de 5 anos. Era o funeral da minha avó que morrera em casa. Fui visita-la a casa dei um beijo na testa, fui ao velório, passei a noite ao lado do caixão e do corpo, vim para casa com os meus pais. No dia seguinte, fiz a viagem de hora e meia na carrinha funerária juntamente com as minhas quatro tias e a minha mãe porque quis. Fiz birra até que me deixassem ir com eles e fui a única de vinte netos que o fez. Não fiquei traumatizada, bem pelo contrário. Considero que é um descanso e um alívio para a criança ver onde está o corpo e  o que lhe vai acontecer. Se não pensem... Como é que se deve sentir uma criança cujo pai ou mãe faleceu e que lhe é dito ‘Olha ele(a) foi-se embora e não volta mais.’ Foi para onde? Onde é que está? Que lhe fazem? Ainda por cima as crianças que tem tendência a ficar sempre de pé atrás e a desconfiarem do que lhes é dito.

Mais recentemente presenciei o enterro de um primo. A sua filha não faltou ao enterro. Aliás fez-se questão que ela visse onde foi enterrado o pai. Não sou perita mas acho que ela não ficou traumatizada, seguiu a sua vida e é agora uma criança completamente normal. 

Não percebo este tabu da nossa cultura e de tantas outras à morte se afinal de contas é das poucas certezas que temos na vida. Fazem dela um ‘bicho de sete cabeças’ quando se deve encarar de forma natural, embora não arbitrária nem de ânimo leve.

 

ßy  Aηα M.


sintomo-nos:

publicado por **** às 16:25
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito

Terça-feira, 7 de Agosto de 2007
"Imagine there's no Heaven..."

                              

   

           Nenhuma de nós se pode intitular uma crente convicta, mas eu, dentro do grupo, sou especialmente agnóstica. Na verdade não acredito em deus (ou “Deus” como preferirem)... parafraseando: eu não acredito no "Deus" de longas barbas e toga alva que, com a sua omnipotência e omnipresença, dedica a eternidade a que tem direito a observar-nos e a apontar num papel o que nós, meros mortais, vis pecadores, seres imperfeitos, fazemos de bom e de mau, para depois incumbir o seu lacaio, São Pedro, de nos confrontar com essas acções e de, em confurmidade, nos castigar ou dar um doce . Não acredito num Deus que venha ver se rezamos todas as noites, que oiça todos os queixumes dos 6 biliões de seres que, no seu egoísmo, o invocam, que não corrigindo as injustiças deste mundo nesta vida, mesmo tendo esse poder, venha a fazer justiça depois... Não acredito no Deus da Bíblia que me acusava de ser a causadora do pecado inicial mesmo na inocência da minha meninice.

Não nego (ou apoio) a existência duma entidade divina... mas não recorro a nenhuma para realizar as minhas escolhas: as decisões mais importantes da minha vida são tomadas por mim (até certo ponto) e conto somente com as consequências terrenas. Haverá vida após da morte?... não sei, seria reconfortante. Separar-se-ão os “bons” dos “maus” no além?... Improvável! Seria vaidade (afinal um dos pecados mortais) pensar que todo este mecanismo foi posto a funcionar para nós o destruirmos!

Mas também eu sou uma mera mortal, uma vil pecadora e, acima de tudo, um ser imperfeito. Sou imperfeita porque duvido e duvido porque sou imperfeita (eu que sou a eterna indecisa). E se afinal a religião estiver certa? E se afinal devesse ter feito tudo o que o senhor padre de batina mal arranjada me disse?

Como já havia escrito já não sou aquela menina inocente que certamente teria ido para o céu... cresci, mudei, evolui e será que agora o mereceria? Se morresse agora para que lado cairia a balança? Não sou a pior das pessoas, tenho a consciência leve... mas também não sou santa. Seria castigada por todas as noites em que a bíblia permaneceu fechada bem longe da minha cabeceira? Por tudo o que pensei, vi, li e escrevi? Por todos os meus desejos e ambições? Pelas vezes em que não esperei para a justiça divina? Pela minha heresia e falta de fé? Será que afinal a ideia de céu e de inferno não é a chantagem barata que julgava? Se abraçasse agora a morte que se passaria (se é que se passaria algo)?

Renunciei à religião porque as suas respostas não me agradavam. Um ser perfeito, eterno e sábio não poderia ser tão cruel ao ponto de nos fazer passar por tudo isto com o propósito de nos testar. Essa ideia seria demasiado inquietante. Mas ainda mais inquientantes são as perguntas a que não consegui renunciar e que ficaram sem resposta... correcta ou errada.

Afinal, se houver paraíso, estarei condenada à eterna danação? Não sei...  Que se lixe! Mais vale lutar por aquilo que é certo do que esperar pela felicidade no incerto. Se calhar estarei condenada a pagar por esta má escolha eternamente, mas esta vida não é eterna e se quero aproveitá-la tenho de me apressar... Afinal mesmo que vá depois para o inferno sempre será menos monótono que um paraíso com nuvens, anjos e liras, tenho confiança que o inferno será bem mais quente e que lá encontrarei muitos conhecidos, não estarei só. 

 

Enfim... por hoje não pensarei mais no Paraíso ou no Inferno, na justiça divina ou no julgamento final. Deixar-me-ei de teologias e de questões existências... Por agora viverei.

 

“Imagine there's no Heaven

t's easy if you try

No hell below us

Above us only sky

Imagine all the people

Living for today”

  

By: Sophia


sintomo-nos: filosóficas
música: Imagine - John Lennon

publicado por **** às 14:41
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

Quinta-feira, 19 de Julho de 2007
A Bela Dama

                            

A Bela Dama passa por mim.

O rumor dos folhos de sua saia ressoa gozão aos meus ouvidos.

 

Inspiro. Anda pelas ruas sem objectivo aparente, sem mote particular, sem razão para a sua brandeza, mas com a certeza no passo, a cadência no balancear das suas ancas, a firmeza nos seus gestos. Flutua nas calçadas de pedra com a sua fantástica figura, marcando o compasso do tempo, lento, sereno, pausado. Quem a vir ao longe, parecer-lhe-á um delicado vulto trajado de negro, vestida de veludo breu qual corvo sempre atento, paciente, moderado, mostrando a sua figura de deusa imortal. Quem a vir ao perto, rapidamente repara que a sua expressão acompanha a serenidade, a beleza, a doçura, do seu caminhar. Envergonha, com o seu ar, a sua aura, a sua atitude, todo o mero mortal que, numa ânsia de viver, vendo a areia do relógio a esgotar-se, se apresse no caminho.

 

Expiro. Por muito tempo, ela permaneceu longe e eu dela isolado, abrigado, escondido, mas nunca o roçar de suas saias cessou, mesmo afastado, mesmo longe da minha capacidade auditiva, mesmo remoto, ele continuava lá na minha alma, furtivo, dissimulado, gozão.

 

Inspiro. Deixo o seu perfume invadir-me a alma e libertá-la de tudo, fecho os olhos, procuro o seu colo, o seu corpo alvo, o seu ventre liso. Busco um prazer eterno, de tão extenuado do efémero, do comum, do vão. Provoco o murmúrio dos seus folhos, mais longo, mais definitivo, mais gozão que nunca.

 

Expiro. Deixo o ar sair calmamente de meus pulmões, sentido esvaziá-lo de forma morosa, preguiçosa, paulatina, e Morro.

_________________________________________________

 

À única Bela Dama da qual todas as gerações de homens, em todos os tempos, com todas as crenças, de todos os locais, sempre tentam frustradamente escapar

 

Àquela cujo nomear nos lembra da nossa finidade, da nossa impotência, da nossa pequenez

Àquela que é o modelo de democracia é ideal, estabelecendo leis sem excepções

Àquela que nunca deixa vivalma no esquecimento

Àquela que nunca nos vem bater à porta quando estamos ausentes

Àquela que não podemos enganar, subornar ou travar

Àquela à cerca da qual só sabemos a certeza da vinda

Àquela cuja única condição de visita é estar-se vivo

 

À nossa mais poderosa inimiga e mais anciã amiga

 

À morte

       _______________________________________

By Sophia  (texto com supressões)


música: Hallelujah - Leonard Cohen

publicado por **** às 13:10
link do post | comentar | favorito

.mais sobre nós
.Julho 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


.posts recentes

. Matar o tempo...

. Três boas razões...

. Tentação

. A Ampulheta

. Cometas...

. Conversas entre Vivos e M...

. Psicologia Barata?

. "Imagine there's no Heave...

. A Bela Dama

.arquivos

. Julho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

.pesquisar
 
.Faz-nos Pensar...
Citação: "Love all, trust a few." Autor: William Shakespeare Citação: Judge your success by what you had to give up in order to get it. Autor: H. Jackson Brown, Jr. Citação: Keep your friends close and your enemies closer. Autor: Attributed to Sun Tzu,
.links
.subscrever feeds