Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
Atravessar a Estrada

   

                      

  

(o famoso bairro da Broadway, na imortal NY...

não posso morrer sem ir lá ver um musical)

   

Somos pequenos, insignificantes, desprezáveis...

  

O Mundo não pára para nos dar passagem.

A vida não abranda por nós.

O tempo não trava quando precisamos.

   

E quando queremos atravessar a estrada?

   

Bem... se temos de atravessar a estrada

devemos fazê-lo depressa...

Não podemos parar, abrandar ou travar.

 

Somos pequenos, insignificantes, desprezáveis...

   

Se conseguirmos chegar ao outro lado incólumes,

repararemos que haverá nova estrada

do outro lado do passeio.

  

Se não conseguirmos...

   

O Mundo não deixará de rodar.

A vida não deixará de singrar.

E o tempo certamente não deixará de passar.

    

Pois somos pequenos, insignificantes, desprezáveis...

  

   

    

                                                                                  By Sophia

  

"I wanna wake up in a city, that doesnt sleep
And find Im king of the hill - top of the heap"


música: New York, New York - Frank Sinatra
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publicado por **** às 18:50
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Domingo, 4 de Novembro de 2007
Matar o tempo...

        

 

 

"Quem mata o tempo não é assassino: é suicida"

 

(autor desconhecido)

 

Não suporto desperdícios de tempo, não gosto de estar sem fazer nada de produtivo, odeio quando me obrigam a parar, fico impaciente se não aproveito os tempos de espera...

Por isso tornei-me perita em arranjar tarefas para cumprir onde quer que esteja, em descobrir distrações, em trabalhar em todos os lados.

Resultado? Estou sempre ocupada e queixo-me orgulhosamente disso!

  

Não me tenho de preocupar com desperdícios de tempos livros porque os consumo até ao último segundo, sabendo que um dia não me será dado nem mais um segundo para desperdiçar.

 

Quem mata o tempo não é assassino e pode não ser suicida: é inconsciente!

 

 

By Sophia

  

     

"Time goes by so slowly for those who wait
No time to hesitate
Those who run seem to have all the fun"

   


música: Hung up - Madonna
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publicado por **** às 00:03
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007
O Pêndulo

      Este foi o texto que escrevi na aula de português (com algumas alterações e acrescentos) quando a professora nos pediu para pensarmos numa palavra e elaborarmos um texto lírico sobre ela.

      Inicialmente escolhi a palavra tempo, mas para não ter de repetir aqui a Ana M. Mudei para Pêndulo. Muito sinceramente: está uma treta, estava mesmo sem inspiração... Ainda mais sinceramente: nem sequer tentei arranjar inspiração ou o que fosse, já tive melhores dias...

  

                     

    

O Pêndulo

 

O Pêndulo oscila, o meu olhar oscila com ele.

Fico parada a observar a sua constante trajectória.

Tão ilusória é a sua mobilidade, como a minha imobilidade:

Ele está eternamente preso a um ponto fixo no espaço

      E o meu corpo fervilha a cada efémero instante.

  

O Pêndulo pulsa sem se demover,

Nada o parece afectar, atingir, marcar... contudo ele

Marca o tempo  tal clepsidra, ampulheta ou quartzo,

Marca o ritmo tal batuca, pandeireta ou coração

       E marca-me a mim que o fico a ver tal criança ociosa.

  

O Pêndulo, colérico, corta o ar uma vez mais.

Loucamente coloca a tensão sobre o fio – é livre para oscilar.

Escapa-se ao império das horas, minutos e segundos – é perpétuo

Mas não à gravidade – não é livre para parar.

      E eu fico hipnotizada por ele, escrava de todos os três amos.

   

O Pêndulo dá mais uma volta, mais um momento:

O momento passado que não volta

E o momento futuro que não podemos impedir;

Cada novo momento que fica embriagado de vida

      E que nos recorda, por isso, a morte.

  

O Pêndulo conserva o movimento das fórmulas imutáveis.

Eu, como humana, como todos sedenta de mudança, moldo-o:

Com uma lâmina como peso torno-o um instrumento de tortura,

Com algumas medições calculo a aceleração da gravidade

      E com atenção na cadência cronometro o que perco.

   

O Pêndulo varia a velocidade neste invariável curso:

Queda-se indeciso, por um instante, na inversão do sentido

E passa mais célere pelo seu centro de gravidade;

Abranda para ver a dor dos torturados

      E apressa-se perante o prazer dos amantes.

   

O Pêndulo, por inércia, nunca pára.

O movimento é eviterno, constante, etéreo.

O movimento nunca, em momento algum, cessa.

Não o pode fazer, como não o podemos todos nós,

     Pois se o pêndulo parasse, deixaria de o ser.

 

    

By Sophia 

    

    


música: Learn to be lonely (from 'the phantom of the opera')

publicado por **** às 00:12
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
(In)felicidade

  

 

 

  

Vivemos os maus momentos ao máximo.

Inquietamo-nos.

E ele parece não querer passar...

 

Porém quando estamos a viver um bom momento,

pensamos que poderia ser melhor

que poderia acabar rapidamente,

que poderia não mais voltar...

Inquietamo-nos.

E ele passa sem nos darmos conta.

 

 

By Sophia

 

"Every moments a day
Every day seems a lifetime
Let me show you the way
To a joy beyond compare

I can't wait a moment more
Tell me quando quando quando"


música: Quando, Quando, Quando - Michael Bublé (feat. Nelly Furtado)

publicado por **** às 01:19
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
A Ampulheta

     

                        

    

 

      Ninguém sabe qual a consequência e qual a causa mas,

            quando nascemos, alguém vira uma ampulheta ao contrário...

      

      Desde cedo que nos informam da sua existência, nos fazem pensar na areia que vai correndo, nos fazem temer a altura em que a gravidade a puche toda para baixo. Porém esta ampulheta está velada por um negro manto de aveludado segredo que se mantém impenetrável deste o início do nosso tempo. Pela sua silhueta cintada não podemos precisar quantos grãos de oiro levará, quanto tempo demorará a acabar a contagem, quantos grãos de areia ainda temos.

      Então tentamos levantar um pouco o pesado véu. Uns demoram-se mais tempo, outros menos, mas todos - quando lhes é dado esse tempo - acabam por se conformar...

      Não é que deixem de ouvir, sentir, pensar na ampulheta, o som do impacto dos grãos de areia cadentes ecoa na estrutura de vidro paulatinamente... Apenas se habituam, ignoram, se conformam com a constante presença.

   

      Imaginem que depois todos esses processos

             alguém destapa a ampulheta?

 

      Viver sabendo que vamos morrer?

             Não é fácil, mas todos o fazemos...

      Viver sabendo quando vamos morrer?

             É difícil, uma tortura, quase insuportável...

  

                  ... deixa-se de  viver antes de morrer.

 

    

                                                 By Sophia 

 

      

"Die, die we all pass away
But don't wear a frown cuz it's really okay
And you might try 'n' hide
And you might try 'n' pray
But we all end up the remains of the day"

  


música: The remains of the day (from 'Corpse Bride') - Danny Elfman

publicado por **** às 15:54
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